Criptografia
Criptografia (Do Grego kryptós, "escondido", e gráphein, "escrever") é geralmente
entendido como sendo o estudo dos princípios e das técnicas pelas
quais a informação pode ser transformada da sua forma original
para outra ilegível, a menos que seja conhecida uma "chave secreta",
o que a torna difícil de ser lida por alguém não autorizado.
Assim sendo, só o receptor da mensagem pode ler a informação
com facilidade.
De fato (facto), a criptografia, latu sensu, cobre bastante
mais do que apenas encriptação e desencriptação. Na práctica é um
ramo especializado da teoria da informação com muitas contribuições
de outros campos da matemática e de autores como Maquiavel, Sun Tzu,
e Karl von Clausewitz. A criptografia moderna é basicamente formada
pelo estudo dos algoritmos criptográficos que podem ser implementados
em computadores.
O estudo das formas de esconder o significado de uma mensagem
usando técnicas
de encriptação tem sido acompanhado pelo estudo das formas de
conseguir ler a mensagem quando não se é o destinatário;
este campo de estudo é chamado criptoanálise.
As pessoas envolvidas neste trabalho, e na criptografia
em geral são
chamados criptógrafos, criptólogos ou criptoanalistas, dependendo
de suas funções específicas.
Criptologia é o campo que engloba a Criptografia e a Criptoanálise.
Termos relacionados com criptografia são Esteganografia, Código,
Criptoanálise e Criptologia.
A Esteganografia é o estudo das técnicas de ocultação
de mensagem, diferentemente da Criptografia, que não a oculta mas a
confunde de forma a tornar seu significado desconhecido. A Esteganografia não é considerada
parte da Criptologia, apesar de muitas vezes ser estudada em contextos semelhantes,
pelos mesmos pequisadores.
Uma informação não-encriptada que é enviada de
uma pessoa para outra (ou organização) é chamada de "texto
em claro" (plaintext). Encriptação, ou cifragem, é o
processo de conversão de texto para código encriptado e desencriptação
o processo contrário.
Diffie e Hellman revolucionaram os sistemas de criptografia
existente até 1976,
a partir do desenvolvimento de um sistema de criptografia de chave pública.
Cifras e Códigos
Na linguagem não-técnica, um Código secreto é o
mesmo que uma cifra. Porém, na linguagem especializada, os dois conceitos
são distintos. Um código funciona no nível do significado,
normalmente pela substituição simples de palavras ou frases.
Uma cifra, ao contrário, trabalha no nível dos símbolos
(letras, grupos de letras ou, modernamente, bits).
Por exemplo, um código seria substituir a frase "Atacar imediatamente" por "Mickey
Mouse". Uma cifra seria substituir essa frase por "sysvst ozrfosyszrmyr".
No Dia D, por exemplo, as praias de desembarque não eram conhecidas
pelo seu próprio nome, mas por seus códigos (Omaha, Juno, etc...).
Historicamente, a criptografia é dividida entre códigos e cifras,
usando para ambas a mesma terminologia (codificar, decodificar, etc...). Modernamente,
porém, apenas as cifras são de interesse teórico, devido
ao fato de suplantarem em eficiência o uso de códigos.
Basicamente, códigos não envolvem chaves, apenas tabelas de
substituição ou mecanismos semelhantes.
Visão geral: Objetivos
A criptografia tem quatro objetivos principais, que estão quase sempre
escondidos sob um manto de "marketinguês" confuso nos produtos
comerciais, e também envoltos num nevoeiro de rumores e mitos. A análise
de qualquer proposta de sistema criptográfico com estas quatro funções
básicas em mente e ignorando o palavreado do marketing, é um
exercício muito útil para quem se interessa por criptografia
no mundo real. São eles:
confidencialidade da mensagem: só o destinatário autorizado
deve ser capaz de extrair o conteúdo da mensagem da sua forma encriptada.
Além disso, a obtenção de informação sobre
o conteúdo da mensagem (como uma distribuição estatística
de certos caracteres) não deve ser possível, uma vez que, se
o for, torna mais fácil a análise criptográfica.
integridade da mensagem: o destinatário deverá ser capaz de
determinar se a mensagem foi alterada durante a transmissão.
autenticação do remetente: o destinatário deverá ser
capaz de identificar o remetente e verificar que foi mesmo ele quem enviou
a mensagem.
não-repúdio do remetente: não deverá ser possível
ao remetente negar o envio da mensagem.
Nem todos os sistemas ou algoritmos criptográficos atingem todos os
objetivos listados acima. Alguns nem sequer pretendem atingi-los. Sistemas
criptográficos mal concebidos ou mal implementados atingem-nos só por
acidente, bluff ou falta de interesse por parte da oposição.
Até sistemas bem concebidos e implementados podem ser, e freqüentemente
são, reduzidos pelos utilizadores ao equivalente a queijo suíço.
Mas mesmo em sistemas criptográficos bem concebidos, bem implementados
e usados adequadamente, alguns dos objetivos acima não são práticos
(ou mesmo desejáveis) em algumas circunstâncias. Por exemplo,
o remetente de uma mensagem pode querer permanecer anônimo, ou o sistema
pode destinar-se a um ambiente com recursos computacionais limitados, ou pode
não interessar a confidencialidade.
Além disto, alguma confusão pode surgir no projeto de um criptossistema
em relação a quem nos referimos ao falar sobre "remetente" ou "destinatário";
alguns exemplos de criptossistemas reais no mundo moderno incluem:
um programa de computador em um sistema local,
um programa de computador em um sistema 'próximo' que 'provê serviços
de segurança' para usuários em outros sistemas próximos,
ou -- o que a maioria das pessoas assume implicitamente como significado "óbvio" --
um ser humano (geralmente entendido como alguém que está 'ao
teclado' para ativamente enviar ou receber). Mesmos nestes casos, o humano
não é quem efetivamente criptografa ou assina ou descriptografa
ou autentica qualquer coisa nos criptossistemas modernos.
No máximo, quando tudo está certo, o usuário instrui
um programa de computador para criptografar ou assinar ou descriptografar e
autenticar, ou... e ele o faz, de maneira própria e segura.
Criptografia Moderna
A era da criptografia moderna começa realmente com Claude Shannon,
possivelmente o pai da criptografia matemática. Em 1949 ele publicou
um artigo Communication Theory of Secrecy Systems com Warren Weaver. Este artigo,
junto com outros de seus trabalhos que criaram a área de Teoria da Informação
estabeleceu uma base teórica sólida para a criptografia e para
a criptoanálise. Depois isso, quase todo o trabalho realizado em criptografia
se tornou secreto, realizado em organizações governamentais especializadas
(como o NSA nos Estados Unidos. Apenas em meados de 1970 as coisas começaram
a mudar.
Em 1976 aconteceram dois grandes marcos da criptografia
para o público.
O primeiro foi a criação, pelo governo americano, do DES (Data
Encryption Standard), segundo uma proposta da IBM.
O segundo foi a publicação do artigo New Directions in Cryptography
por Whitfield Diffie e Martin Hellman, que iniciou a pesquisa em sistemas de
criptografia de chave pública.
Criptografia Quântica
O desenvolvimento da técnica reunindo o conceito de criptografia e
a teoria quântica é mais antigo do que se imagina, sendo anterior à descoberta
da criptografia de Chave Pública, Stephen. Wiesner escreveu um artigo
por volta de 1970 com o título: “Conjugate Coding” que permaneceu
sem ser publicado até o ano de 1983. Em seu artigo, Wiesner explica
como a teoria quântica pode ser usada para unir duas mensagens em uma única
transmissão quântica na qual o receptor poderia decodificar cada
uma das mensagens porém nunca as duas simultaneamente, pela impossibilidade
de violar uma lei da natureza (o principio de incerteza de Heisenberg).
Utilizando-se pares de fótons, a criptografia quântica permite
que duas pessoas escolham uma chave secreta sem jamais terem se visto, trocado
alguma mensagem ou mesmo algo material. A criptografia quântica oferece
a possibilidade de gerar uma chave segura se o sinal é um objeto quântico,
assim, o termo mais correto seria Distribuição de Chave Quântica
(Quantum Key Distribution - QKD) e não Criptografia Quântica. É interessante
notar que a Criptologia atual está amparada na Matemática mas
com a introdução desse conceito de mensagens criptografadas por
chaves quânticas a física passou a ter presença importância
primordial no tema.
O maior problema para implementação da Criptografia quântica
ainda é a taxa de erros na transmissão dos fótons seja
por via aérea ou fibra ótica. Os melhores resultados obtidos
atualmente se dão em cabos de fibra ótica de altíssima
pureza, e conseqüentemente elevadíssimo custo também, alcançando
algo em torno de 70 km. Por via aérea a distância chega a algumas
centenas de metros e qualquer tentativa de se aumentar essa distância
tanto em um quanto em outro método a taxa de erros se torna muito grande
e inviabiliza o processo. O desenvolvimento de tecnologias que permitam o perfeito
alinhamento dos polarizadores, fibras óticas melhores e amplificadores
quânticos de sinais permitirá que o sistema de Distribuição
de Chaves Quânticas venha a ser o novo padrão de segurança
de dados.
A Criptografia Quântica se destaca em relação aos outros
métodos criptográficos pois não necessita do segredo nem
do contato prévio entre as partes, permite a detecção
de intrusos tentanfo interceptar o envio das chaves, e é incondicionalmente
segura mesmo que o intruso tenha poder computacional ilimitado. Contudo, apresenta
um elevado custo de implantação mas o desenvolvimento tecnológico
poderá torná-la acessível a todas as aplicações
militares, comerciais e de fins civis em geral.
Programas (freeware)
PGP 8.1[http://baixaki.ig.com.br/site/detail981.htm]
- Utiliza criptografia de 128 bits, que permite codificar mensagens de e-mails,
de modo que só o
destinatário será capaz de entende-las. Também permite
criptografar arquivos no disco rígido, a fim de preservar a segurança
da informação. Não é permitido o uso comercial.
8.5 MB - Freeware - Inglês - Compatível com:
Windows 95, 98, NT, 2000, ME, XP, 2003.
Crypto Anywhere OpenPGP Edition 2.0[http://baixaki.ig.com.br/site/detail17636.htm]
- Sistema de encriptação para e-mail baseado no RSA e Towfish, é pequeno
o suficiente para caber em um disquete e muito fácil de usar. Assim
você poderá mandar e-mails protegidos e seus destinatários
não precisam ter o programa.
3.8 MB - Freeware - Inglês - Compatível com:
Windows 95, 98, NT, 2000, ME, XP.
FineCrypt 9.1[http://baixaki.ig.com.br/site/detail9137.htm]
- Ferramenta profissional que possui recursos de encriptação de alta segurança com
um único clique do mouse, comunicação segura com outros
usuários por e-mail, gerenciadores de tarefas, de chaves, e de arquivos.
Faz a encriptação de arquivos, pastas, e diretórios inteiros,
cria arquivos encriptados e executáveis com capacidade de se desencriptar
automaticamente.
3.8 MB - Freeware - Inglês - Compatível com:
Windows 98, 2000, ME, XP, 2003.
Video Aula sobre Criptografia
o programa q é citado no video quebra até MD5 o problema é q
a versão é demo
http://rapidshare.de/files/13127085/video_aula_thorking_crip1.zip.html
Ta disponibilizado o codigo fonte em VB pra quem se interessar...
Codigo fonte